A importância da fisioterapia na incontinência urinaria após prostatectomia

A próstata, uma glândula localizada na base da bexiga, pode ser sede de dois tipos de tumores: o chamado de crescimento benigno, hiperplasia, que acomete quase 90% dos homens após os 40 anos, causando dificuldade para a eliminação da urina. Ou o câncer de próstata, que surge associado ou não ao crescimento benigno e que se manifesta quase sempre homens acima dos 50 anos. 

A prostatectomia radical é o método de tratamento mais eficaz para esse tipo de câncer. No entanto, esta operação causa algumas complicações, como a incontinência urinária. Em grande parte dos pacientes, a incontinência melhora em alguns dias, semanas ou meses, sem intervenção. Em outros casos, é preciso procurar auxilio médico. 

A fisioterapia tem se mostrado eficaz quanto à redução dos sintomas urinários, como: a diminuição da perda urinária devido ao aumento da força de contração da musculatura pélvica, aumento do intervalo entre as micções e conseqüentemente diminuição da freqüência urinária, diminuição do grau de incontinência e também maior satisfação dos pacientes quanto à qualidade de vida. 

O tratamento fisioterapeutico consiste em uma série de exercícios para a musculatura pélvica, por meio da cinesioterapia, do biofeedback, eletroestimulação e exercícios de Kegel: 

- Cinesioterapia: Chamada de terapia pelo movimento. São procedimentos em que se usa o movimento com os músculos, com objetivo de recuperar a função dos mesmos. 

- Biofeedback: é uma técnica comportamental, na qual são utilizados instrumentos visuais ou auditivos para tomar consciente a função do esfíncter e assoalho pélvico, permitindo que os pacientes treinem as contrações destes músculos.

- A eletroestimulação: é realizada através da colocação de eletrodos no períneo por via percutânea e em uma fonte geradora de impulsos elétricos, que promovem a contração da musculatura. Eles aumentam a força de contração do músculo elevador do ânus.

- Exercícios de Kegel: são destinados a fortalecer os músculos ao redor da base da bexiga e da uretra. Exercitando estes músculos, você poderá melhorar os seus sintomas.

A partir do diagnostico, os pacientes são encaminhamos a fisioterapia, que, normalmente, segue um protocolo de pelo menos 20 sessões (duas vezes por semana). Ao final do tratamento, é fundamental que a paciente continue fazendo os exercícios em casa, pelo menos três vezes por semana, por tempo indeterminado.

Exercício para fazer em casa

Primeiro esvazie a bexiga e contraia os músculos do assoalho pélvico, conte até 10 e a seguir relaxe os músculos completamente contando até 10 novamente. Para identificar o grupo de músculos corretos para a contração, basta interromper o fluxo da urina, no ato da micção. Este é a contração muscular correta a se fazer.

Antes de iniciar qualquer exercício, procure um fisioterapeuta.

Eliana Bakowski, fisioterapeuta do Hospital viValle

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Um Comentário para “A importância da fisioterapia na incontinência urinaria após prostatectomia”

  1. Patrícia
    30/09/2011 at 16:18 #

    Muito bom divulgar a importância e os benefícios da fisioterapia em IU!! Adorei o artigo! Parabéns à fisioterapeuta Eliana e ao Hospital viVallle!!

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