O câncer de bexiga, que tem como um de seus principais vilões o tabagismo, apresenta uma incidência que chega a ser de três a cinco vezes superiores nos homens. Conforme última estimativa do Instituto Nacional do Câncer são 13.110 novos casos por ano.
Separados em três grupos, a classificação do tumor do câncer de bexiga é feita de acordo com a célula que sofre a alteração:
- Carcinoma de células de transição: tem início no tecido mais interno da bexiga e representa a maioria dos casos;
- Carcinoma de células escamosas: atinge as células delgadas e planas. Podem surgir na bexiga depois de infecção ou irritação prolongada;
- Adenocarcinoma: tem início nas células glandulares e normalmente se forma depois de um longo tempo de irritação ou inflamação.
Vale lembrar que, quanto maior o grau de alterações das células, mais rápido o tumor se desenvolve e mais acentuada a sua malignidade.
Os tumores podem ainda ser subdivididos em superficiais, que são restritos ao tecido de revestimento da bexiga, e invasivos, que invadem a parede muscular da bexiga e são mais agressivos.
Sintomas
Os sintomas iniciais de câncer na bexiga se confundem com de outras doenças do aparelho urinário por serem muito parecidos. A presença de sangue na urina, dor e ardência no ato de urinar e a necessidade frequente de urinar pouco com quase nenhum líquido na bexiga podem caracterizar a presença do câncer. Recomenda-se procurar um médico urologista na presença destes sintomas.
Diagnóstico
O câncer na bexiga pode ser diagnosticado por meio de exames de urina e de imagens, como tomografia computadorizada, citoscopia — feita por um instrumento com câmera que investiga a área interna da bexiga — e biopsia.
Tratamento
O tratamento do câncer de bexiga varia de acordo com o quadro clínico, mas ele poder ser feito por cirurgias, radioterapia e/ou quimioterapia, que pode ser administrada por via sistêmica ou intravesical, isto é, aplicada diretamente na bexiga, através de um tubo introduzido pela uretra.
O tratamento cirúrgico é definido conforme a necessidade de cada paciente. A cirurgia de ressecção transuretral remove todo o tumor durante a citoscopia; a Cistotectomia segmentada retira uma parte da bexiga; e a Cistotectomia radical faz a remoção completa da bexiga, com a posterior construção de um novo órgão para armazenar a urina.


